quarta-feira, 7 de setembro de 2022





O ZUMBI DA TÉCNOLOGIA EMBRIONADO NA GERAÇÃO INTERNET.

Pais órfãos,

De filhos,

Que lhes trocaram por amizades cibernéticas.

De fronte a tela do monitor,

Passam horas com o estomago anestesiado sem sentir fome,

E sem necessidades fisiológicas.

Caminham por vielas,

Com os olhos fixados no mundo interior,

Das telas de cristais dos seus smartfones,

E com os dedos,

De uma forma mecanicamente autônoma,

Tecla o teclado digital.

Suas mentes distorcidas hipnotizadas e presas,

Em um círculo vicioso de um mundo virtual,

 

Filhos órfãos,

De país,

Que lhes trocam por amigos virtuais,

Que deixam a comida no fogão queimar!

Que troca o momento familiar,

Por trabalho extra,

Trazido do escritório,

Para fazer em casa no computador.

 

Avós órfãos,

De pais e de netos.

Que trocam lhes

Por trabalho e pelo mundo virtual.

 

A humanidade órfã,

De si mesma,

Por ter si corrompida pelo mundo virtual.

E ter permitido a si calar,

E viver um monólogo,

 

Brinquedos unissex,

Que atendem pais, filhos e avós.

Preenchendo o vazio do eu dos pais,

A carência afetiva do eu dos filhos,

E o abandono do eu dos idosos.

 

 

 

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