O
ZUMBI DA TÉCNOLOGIA EMBRIONADO NA GERAÇÃO INTERNET.
Pais órfãos,
De filhos,
Que lhes
trocaram por amizades cibernéticas.
De fronte a tela do monitor,
Passam horas com o estomago anestesiado sem sentir
fome,
E sem necessidades fisiológicas.
Caminham por vielas,
Com os olhos fixados no mundo interior,
Das telas de cristais dos seus smartfones,
E com os dedos,
De uma forma mecanicamente autônoma,
Tecla o teclado digital.
Suas mentes distorcidas hipnotizadas e presas,
Em um círculo vicioso de um mundo virtual,
Filhos órfãos,
De país,
Que lhes trocam por amigos virtuais,
Que deixam a comida no fogão queimar!
Que troca o momento familiar,
Por trabalho extra,
Trazido do
escritório,
Para fazer em casa no computador.
Avós órfãos,
De pais e de netos.
Que trocam lhes
Por trabalho e pelo mundo virtual.
A humanidade órfã,
De si mesma,
Por ter si corrompida pelo mundo virtual.
E ter permitido a si calar,
E viver um monólogo,
Brinquedos unissex,
Que atendem
pais, filhos e avós.
Preenchendo o vazio do eu dos pais,
A carência afetiva do eu dos filhos,
E o abandono do eu dos idosos.



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