MORTE EM VIDA
Ao
invés de estar no subsolo,
Sendo
comido pelos vermes.
Está
sobre o solo,
Deitado
em camas de papelão,
E
embrulhado por trapos de panos,
E
sendo comido pela fome,
E pelo álcool corroendo o estomago.
É
sentir,
Que
não sente nada.
O
sofrimento alimenta,
Ausência
da esperança.
O
ser duvida que exista,
E
o que lhe falta,
Para
ter a certeza desta dúvida.
É
o fechar dos olhos,
E
penetrar nos sonhos da escuridão.
É
dormir permanentemente.
E deitado
sobre solo,
Coberto por trapos de panos.
Deixando
de sonhar infinitamente.
E
penetrar no subsolo,
E
ficar coberto por terra,
E
sonhar com a desesperança.
Onde
seu corpo físico si torna pó,
No
imaginário do seu ser.
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