sábado, 10 de setembro de 2022

 












MORTE EM VIDA
Ao invés de estar no subsolo,
Sendo comido pelos vermes.
Está sobre o solo,
Deitado em camas de papelão,
E embrulhado por trapos de panos,
E sendo comido pela fome,
 E pelo álcool corroendo o estomago.
 
É sentir,
Que não sente nada.
O sofrimento alimenta,
Ausência da esperança.
 
O ser duvida que exista,
E o que lhe falta,
Para ter a certeza desta dúvida.
É o fechar dos olhos,
E penetrar nos sonhos da escuridão.
É dormir permanentemente.
E deitado sobre solo,
 Coberto por trapos de panos.
Deixando de sonhar infinitamente.
 
E penetrar no subsolo,
E ficar coberto por terra,
E sonhar com a desesperança.
Onde seu corpo físico si torna pó,
No imaginário do seu ser.

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