














MORADOR
DE RUA
O ser compreendendo,
A compressão de sua totalidade.
Ficando a margem do ser social.
Corpos
caídos no chão!
Deitado na calçada o
maltrapilho,
Embebe sido com o suor de um
gole,
De bebida alcoólica,
E encostado junto ao seu corpo,
Um garote vazio de bebida
alcoólica.
E arrastando-se pela
calçada,
Como si fosse um réptil,
A procura de migalhas de
alimentos,
Nas lixeiras da pseudo sociedade,
Todos transeuntes passam,
Mas os ignoram,
Como se eles fossem,
Um objeto inanimado,
Que si fundem com a calçada,
Si tornando um só corpo,
Ou um só objeto.
Para
o morador de rua,
A
dor da fome,
Só
é esquecida,
Quando
é sobreposta,
Com
a dor da morte,
Pois,
só assim,
O
sofrer,
É
deixado de sentir
Na
eterna escuridão,
No
apagar das luzes,
E
no fechar dos olhos.
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