sábado, 10 de setembro de 2022


MORADOR DE RUA
O ser compreendendo,
A compressão de sua totalidade.
Ficando a margem do ser social.
 
Corpos caídos no chão!
Deitado na calçada o maltrapilho,
Embebe sido com o suor de um gole,
De bebida alcoólica,
 E encostado junto ao seu corpo,
Um garote vazio de bebida alcoólica.
E arrastando-se pela calçada,
Como si fosse um réptil,
A procura de migalhas de alimentos,
Nas lixeiras da pseudo sociedade,
Todos transeuntes passam,
Mas os ignoram,
Como se eles fossem,
Um objeto inanimado,
Que si fundem com a calçada,
Si tornando um só corpo,
Ou um só objeto.
Para o morador de rua,
A dor da fome,
Só é esquecida,
Quando é sobreposta,
Com a dor da morte,
Pois, só assim,
O sofrer,
É deixado de sentir
Na eterna escuridão,
No apagar das luzes,
E no fechar dos olhos.
 
 

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