quinta-feira, 8 de setembro de 2022

 

















CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS DROGADOS SEM NOMES E AO RELENTO.

Chuva!

Vem novamente brincar nos rostos dos adultos agredidos pelos calos da vida!

Novamente na boca o gosto de ser criança.

Cheiro de terra molhada,

Simplesmente vontade,

De galhofar na enxurrada.

Lua!

Vem novamente brilhar nos olhos dos jovens!

Não preparados para as dificuldades da vida!

Novamente a ideia,

 Da eterna lembrança

Dos tempos da infância.

 

O refletir do luar,

Nos olhos de gente crescida,

Desperta a paixão da criança.

Que existe no mundo da imaginação.

                                        

Mas ao acordar das lembranças das infâncias.

Os homens crescidos,

 As colocam por detrás de uma cortina de fundo

E o sonhar é extirpado dessa gente grande.

Que outrora eram crianças e agora são escravos do vício

 

Hoje as crianças e os jovens não têm o direito de sonhar,

Com a pureza que emana da natureza.

As quais são resumidas em depósitos de seres humanos,

Jogadas pelas calçadas da vida,

Com os corpos caídos no chão,

Com as veias dilatadas e entorpecidas

Pelo veneno da realidade que percorrem pelo sangue

O que dá vida ao homem.

                                    

Desprovidas do acalentar social.

E não percebidas pelos transeuntes

Que por entre elas transitam.

Com o descaso social,

Elas não tenham nem uma opção,

Se não!

Substituírem o mundo inocente da fantasia,

O qual ficou distante de sua infância perdia pelo sofrimento da vida.

Pelo mundo ilusório das drogas.

Usando-as com válvula de escape,

Para fugir da cruel realidade que os espera.

 

Crianças, jovens e adultos carentes e descalças,

Nas calçadas e nas esquinas da vida,

Mendigando as migalhas da fome!

                                                       

Com o corpo contrapondo,

Ao próprio tempo do círculo da vida.

Encurtando-o em prol de um movimento circunstancial,

De puro êxtase no mundo do alucinógeno

                                                         

Caminham pelas vielas entre arranha-céus solidificados pelo concreto,

Num mundo da realidade concreta.

Circunscrito em um determinado espaço,

Socialmente marginalizado.

                                        

Hostilizam os seus corpos com substâncias alucinógenas.

E pelas veias dilatadas e entorpecidas pelo sangue intoxicado.

Chega ao seio das ramificações nervosas corpo o entorpecerem.

E por final,

Adentram na massa cinzenta,

Que é o comandante do corpo.

 E a excitação e o delírio tomam conta do íntimo do seu ser.

E não da margem de percepção da real agressão,

Que esse curto espaço de prazer,

O qual é proporcionado pelas substancias alucinógenas

E causa sequelas deixando os seus corpos debilitados.

Com as visões turvas com um tom acinzentado pelas alucinações

Veem as paisagens e as pessoas distorcidas do mundo real.

E os seres concretos do mundo real,

Tornam no mundo das alucinações,

O que querem que suas imaginações determinem.

                                                   

Quando termina o efeito do alucinógeno,

A alucinação é subtraída pelo despertar,

 Dos indivíduos para vida real.

Aí,

Caiem na angustia, e na depressão.

E o esforço da abstinência não é tolerado.

E o corpo mergulha de novo no mar da alucinação.

O qual priva o sentido do raciocínio e da razão.

Assim, ficam adormecidos pela ânsia do vício,

E pela dor de serem escravos dele.

 

 

 


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