SOCIEDADE CONTRAPONDO AO SER
QUE QUER SER SOCIAL.
Colocar
que é o consciente,
De quem está observando,
Através da visualização imediatista,
Da apreciação do objeto desejado,
O desejo
de possuir,
Sem questionar,
A sua situação financeira,
Ou status social.
Mas,
É o subconsciente,
Que o alerta para a realidade,
De sua própria situação,
Dentro do contexto social.
Baixa renda,
E morador
da periferia,
E assalariado.
O
delimita a ser,
Um
ser social.
O
meu carro
A
minha casa,
A
minha fazenda,
É
meu luxo,
É
meu corpo,
E
minha vida,
É,
O meu viver!
A
minha calçada,
Os
meus trapos,
É
meu lixo,
É
meu corpo,
É,
Minha
vida,
É o
meu sobreviver!
A ilusão de um ser que quer ser social,
Prevalece e ultrapassa a
razão.
E dor da fome no estômago não
se alivia,
Pois, só a minoria.
Têm o acesso ao seu antídoto,
E é a dor o único liame que alerta,
O transeunte social para realidade.
Mas, quando a vontade de
viver,
Tenta prevalecer e sobrepor o
sobreviver.
Desperta no homem a margem de
percepção,
Do anseio a algo que para o
ser é impalpável,
E cria em todo o ser um
mecanismo de defesa.
E as vestes usadas pelos seres
humanos,
Que refletem no seu estar
social ilusório.
E dá a margem de percepção,
De algo que é possível de ser palpável.
E insere nos seres um
mecanismo de defesa.
Que mascara sua verdadeira
realidade.
O qual os eleva ao patamar do imaginário.
É através dessa válvula de
escape.
Que o homem penetra num mundo
de ilusão.
E pelos corredores dos
shoppings da vida!
Multidões de transeuntes se
aglomeram,
E fascinados pela falsa emoção,
De ser o que não é.
Pois o não ser socialmente
sucedido.
É sobreposto pelo ser sucedido
no imaginário.
E nessa vasta aglomeração de
seres,
Juntos, mas ao mesmo tempo
isolados.
Dentro de seu próprio casulo
imaginário
Admiram as vitrines das lojas,
Como se nelas tivessem um
objeto,
Que os deixassem em êxtase
As grifes de roupas famosas.
Suas imaginações ficam a
bailar,
Aí, a margem de percepção de
algo que é palpável.
É subtraída e sai da
obscuridade.
E esclarece a real situação do
seu ser social.
Que está no plano do
sobreviver.
Trabalhar para ganhar um
salário mínimo.
Mas, o liame do plano do sobreviver
Para o plano do viver do ser.
Pode ser ultrapassado pelo
esforço do ser.
Através da educação,
E de um ser politizado.
Assim, o ser se torna distinto,
E que faz a diferença na
sociedade.







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