segunda-feira, 16 de setembro de 2019









SOCIEDADE CONTRAPONDO AO SER QUE QUER SER SOCIAL.

Colocar que é o consciente,
 De quem está observando,
 Através da visualização imediatista,
 Da apreciação do objeto desejado,
  O desejo de possuir,
 Sem questionar,
 A sua situação financeira,
 Ou status social.
 Mas,
 É o subconsciente,
 Que o alerta para a realidade,
 De sua própria situação,
 Dentro do contexto social.
 Baixa renda,
E morador da periferia,
 E assalariado.
O delimita a ser,
Um ser social.

O meu carro
A minha casa,
A minha fazenda,
É meu luxo,
É meu corpo,
E minha vida,
É,
 O meu viver!

A minha calçada,
Os meus trapos,
É meu lixo,
É meu corpo,
É,
Minha vida,
É o meu sobreviver!

 A ilusão de um ser que quer ser social,
Prevalece e ultrapassa a razão.
E dor da fome no estômago não se alivia,
 Pois, só a minoria.
Têm o acesso ao seu antídoto,
 E é a dor o único liame que alerta,
 O transeunte social para realidade.

Mas, quando a vontade de viver,
Tenta prevalecer e sobrepor o sobreviver.
Desperta no homem a margem de percepção,
Do anseio a algo que para o ser é impalpável,
E cria em todo o ser um mecanismo de defesa.

E as vestes usadas pelos seres humanos,
Que refletem no seu estar social ilusório.
E dá a margem de percepção,
 De algo que é possível de ser palpável.
E insere nos seres um mecanismo de defesa.
Que mascara sua verdadeira realidade.

 O qual os eleva ao patamar do imaginário.
É através dessa válvula de escape.
Que o homem penetra num mundo de ilusão.

E pelos corredores dos shoppings da vida!
Multidões de transeuntes se aglomeram,
E fascinados pela falsa emoção,
De ser o que não é.
Pois o não ser socialmente sucedido.
É sobreposto pelo ser sucedido no imaginário.


E nessa vasta aglomeração de seres,
Juntos, mas ao mesmo tempo isolados.
Dentro de seu próprio casulo imaginário

Admiram as vitrines das lojas,
Como se nelas tivessem um objeto,
Que os deixassem em êxtase
As grifes de roupas famosas.
Suas imaginações ficam a bailar,

Aí, a margem de percepção de algo que é palpável.
É subtraída e sai da obscuridade.
E esclarece a real situação do seu ser social.
Que está no plano do sobreviver.
Trabalhar para ganhar um salário mínimo.

Mas, o liame do plano do sobreviver
Para o plano do viver do ser.
Pode ser ultrapassado pelo esforço do ser.
Através da educação,
E de um ser politizado.
Assim, o ser se torna distinto,
E que faz a diferença na sociedade.




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