segunda-feira, 16 de setembro de 2019













CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS DROGADOS SEM NOMES E AO RELENTO.


Chuva!
Vem novamente brincar nos rostos dos adultos agredidos pelos calos da vida!
Novamente na boca o gosto de ser criança.
Cheiro de terra molhada,
Simplesmente vontade,
De galhofar na enxurrada.
Lua!
Vem novamente brilhar nos olhos dos jovens!
Não preparados para as dificuldades da vida!
Novamente a ideia,
Da eterna lembrança
Dos tempos da infância.

O refletir do luar,
Nos olhos de gente crescida,
Desperta a paixão da criança.
Que existe no mundo da imaginação.
                                        
Mas ao acordar das lembranças das infâncias.
Os homens crescidos,
As colocam por detrás de uma cortina de fundo
E o sonhar é extirpado dessa gente grande.
Que outrora eram crianças e agora são escravos do vício

Hoje as crianças e os jovens não têm o direito de sonhar,
Com a pureza que emana da natureza.
As quais são resumidas em depósitos de seres humanos,
Jogadas pelas calçadas da vida,
Com os corpos caídos no chão,
Com as veias dilatadas e entorpecidas
Pelo veneno da realidade que percorrem pelo sangue
O que dá vida ao homem.
                                    
Desprovidas do acalentar social.
E não percebidas pelos transeuntes
Que por entre elas transitam.
Com o descaso social,
Elas não tenham nem uma opção,
Se não!
Substituírem o mundo inocente da fantasia,
O qual ficou distante de sua infância perdia pelo sofrimento da vida.
Pelo mundo ilusório das drogas.
Usando-as com válvula de escape,
Para fugir da cruel realidade que os espera.

Crianças, jovens e adultos carentes e descalças,
Nas calçadas e nas esquinas da vida,
Mendigando as migalhas da fome!
                                                       
Com o corpo contrapondo,
Ao próprio tempo do círculo da vida.
Encurtando-o em prol de um movimento circunstancial,
De puro êxtase no mundo do alucinógeno
                                                         
Caminham pelas vielas entre arranha-céus solidificados pelo concreto,
Num mundo da realidade concreta.
Circunscrito em um determinado espaço,
Socialmente marginalizado.
                                         
Hostilizam os seus corpos com substâncias alucinógenas.
E pelas veias dilatadas e entorpecidas pelo sangue intoxicado.
Chega ao seio das ramificações nervosas corpo o entorpecerem.
E por final,
Adentram na massa cinzenta,
Que é o comandante do corpo.
E a excitação e o delírio tomam conta do íntimo do seu ser.
E não da margem de percepção da real agressão,
Que esse curto espaço de prazer,
O qual é proporcionado pelas substancias alucinógenas
E causa sequelas deixando os seus corpos debilitados.
Com as visões turvas com um tom acinzentado pelas alucinações
Veem as paisagens e as pessoas distorcidas do mundo real.
E os seres concretos do mundo real,
Tornam no mundo das alucinações,
O que querem que suas imaginações determinem.
                                                   
Quando termina o efeito do alucinógeno,
A alucinação é subtraída pelo despertar,
Dos indivíduos para vida real.
Aí,
Caiem na angustia, e na depressão.
E o esforço da abstinência não é tolerado.
E o corpo mergulha de novo no mar da alucinação.
O qual priva o sentido do raciocínio e da razão.
Assim, ficam adormecidos pela ânsia do vício,
E pela dor de serem escravos dele.

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