segunda-feira, 16 de setembro de 2019











OS FILHOS DO VENTO E DA PEDRA DE CRACK.

Em certa cidade,
Um carro com um passageiro,
Transitava por debaixo de um viaduto.

Quando que de repente o passageiro,
Direcionou o olhar para a calçada do viaduto.
E viu aconchegado ao solo em papelões,
Os filhos do vento,
Onde o próprio pai os envolve com seu vento gelado e desprezo.

E as latinhas de cervejas brincavam com suor da embriaguez,
Dos transeuntes que davam para adoção as mães
Para as crianças que tem como teto o viaduto.

E pelo vidro da porta do carro,
 O passageiro visualizava no solo,
 No bailar das latinhas de cerveja umas com as outras
 Os sinais das cinzas das mães das crianças,

As quais com o toque do respirar ofegante das crianças,
As acalentavam com seu amamentar entorpecido pelo tóxico
Si transformavam em cinza.
De manhã as crianças acordam na esperança
De um novo entardecer,
Na esperança de adotarem uma nova mãe,
Que renasce das cinzas,
 Das pedras usadas na noite anterior
 Transformando si na fênix
E que as amamentam,
Dando continuidade ao ciclo vicioso,
De sobreviver em êxtase no mundo do alucinógeno

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