OS FILHOS DO VENTO E DA PEDRA DE CRACK.
Em certa cidade,
Um carro com um passageiro,
Transitava por debaixo de um
viaduto.
Quando que de repente o passageiro,
Direcionou o olhar para a
calçada do viaduto.
E viu aconchegado ao solo em
papelões,
Os filhos do vento,
Onde o próprio pai os envolve
com seu vento gelado e desprezo.
E as latinhas de cervejas
brincavam com suor da embriaguez,
Dos transeuntes que davam para
adoção as mães
Para as crianças que tem como
teto o viaduto.
E pelo vidro da porta do
carro,
O passageiro visualizava no solo,
No bailar das latinhas de cerveja umas com as
outras
Os sinais das cinzas das mães das crianças,
As quais com o toque do
respirar ofegante das crianças,
As acalentavam com seu
amamentar entorpecido pelo tóxico
Si transformavam em cinza.
De manhã as crianças acordam
na esperança
De um novo entardecer,
Na esperança de adotarem uma
nova mãe,
Que renasce das cinzas,
Das pedras usadas na noite anterior
Transformando si na fênix
E que as amamentam,
Dando continuidade ao ciclo vicioso,
De sobreviver em êxtase no
mundo do alucinógeno







Nenhum comentário:
Postar um comentário