sábado, 10 de setembro de 2022


MORADOR DE RUA
O ser compreendendo,
A compressão de sua totalidade.
Ficando a margem do ser social.
 
Corpos caídos no chão!
Deitado na calçada o maltrapilho,
Embebe sido com o suor de um gole,
De bebida alcoólica,
 E encostado junto ao seu corpo,
Um garote vazio de bebida alcoólica.
E arrastando-se pela calçada,
Como si fosse um réptil,
A procura de migalhas de alimentos,
Nas lixeiras da pseudo sociedade,
Todos transeuntes passam,
Mas os ignoram,
Como se eles fossem,
Um objeto inanimado,
Que si fundem com a calçada,
Si tornando um só corpo,
Ou um só objeto.
Para o morador de rua,
A dor da fome,
Só é esquecida,
Quando é sobreposta,
Com a dor da morte,
Pois, só assim,
O sofrer,
É deixado de sentir
Na eterna escuridão,
No apagar das luzes,
E no fechar dos olhos.
 
 




Morte.

 O nascimento,

É o  estado do homem antes de morrer,

A morte é o voltar antes de nascer,

É o voltar para a origem de onde viemos antes de nascer.

Então,

O nascer é o provir para o estado da morte,

E a morte e o provir ao estado original antes do nascer,

O nascer é o abrir os olhos,

E enxergara a luz do dia,

E começar a descobrir as belezas do mundo,

 

A morte é o fechar dos olhos,

E mergulhar na escuridão da eternidade,

No turbilhão dos esquecidos.

É o desaparecer da face da terra,

Sem deixar nenhum vestígio.

O nascer é o acender das luzes,

E a morte é o apagar das luzes,

Enfim morrer,

É ficar na memória dos esquecidos!

 












MORTE EM VIDA
Ao invés de estar no subsolo,
Sendo comido pelos vermes.
Está sobre o solo,
Deitado em camas de papelão,
E embrulhado por trapos de panos,
E sendo comido pela fome,
 E pelo álcool corroendo o estomago.
 
É sentir,
Que não sente nada.
O sofrimento alimenta,
Ausência da esperança.
 
O ser duvida que exista,
E o que lhe falta,
Para ter a certeza desta dúvida.
É o fechar dos olhos,
E penetrar nos sonhos da escuridão.
É dormir permanentemente.
E deitado sobre solo,
 Coberto por trapos de panos.
Deixando de sonhar infinitamente.
 
E penetrar no subsolo,
E ficar coberto por terra,
E sonhar com a desesperança.
Onde seu corpo físico si torna pó,
No imaginário do seu ser.

 


DESPRESO PELO EGOÍSMO HUMANO

Velar-me-ei no sepulcro da eternidade!

Longe desse ácido medíocre.

Que corrói as entranhas do homem.

                      

Sentir-me-ei velado pela sombra,

Da consciência da real grandeza,

Que rege a alma do verdadeiro amor,

Que existe inserido no ser humano.

                       

Mas a longitude do meu ser espiritual,

Em detrimento ao meu ser carnal em putrefação.

Eleva a minha noção de essência cósmica.

Sentir a engrenagem perfeita,

Que comanda a organização de todo o universo.

 

                                 

Mas o dormir permanentemente,

Traz em si!

O medo de não acordar em um plano celestial!

E permanecer na obscuridade,

No íntimo de sua consciência,

Contaminada pelo vício das depravações do mundo!

 

E a saudade do ente querido que ficasse?

A saudade é um alimento,

Que alimenta o sofrimento da ausência!

Ausência que permanece inserida em cada ser humano.

   

E a ausência só é percebida,

Quando se está longe de alguém que se ama.

Pois o sentir se perto não alimenta esse sofrimento.

Mas quando o sentir se perto,

Vai cada vez mais se distanciando do ser amado.

Novamente o sofrimento da ausência se aflora!

E é alimentado pela saudade!

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

 

















CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS DROGADOS SEM NOMES E AO RELENTO.

Chuva!

Vem novamente brincar nos rostos dos adultos agredidos pelos calos da vida!

Novamente na boca o gosto de ser criança.

Cheiro de terra molhada,

Simplesmente vontade,

De galhofar na enxurrada.

Lua!

Vem novamente brilhar nos olhos dos jovens!

Não preparados para as dificuldades da vida!

Novamente a ideia,

 Da eterna lembrança

Dos tempos da infância.

 

O refletir do luar,

Nos olhos de gente crescida,

Desperta a paixão da criança.

Que existe no mundo da imaginação.

                                        

Mas ao acordar das lembranças das infâncias.

Os homens crescidos,

 As colocam por detrás de uma cortina de fundo

E o sonhar é extirpado dessa gente grande.

Que outrora eram crianças e agora são escravos do vício

 

Hoje as crianças e os jovens não têm o direito de sonhar,

Com a pureza que emana da natureza.

As quais são resumidas em depósitos de seres humanos,

Jogadas pelas calçadas da vida,

Com os corpos caídos no chão,

Com as veias dilatadas e entorpecidas

Pelo veneno da realidade que percorrem pelo sangue

O que dá vida ao homem.

                                    

Desprovidas do acalentar social.

E não percebidas pelos transeuntes

Que por entre elas transitam.

Com o descaso social,

Elas não tenham nem uma opção,

Se não!

Substituírem o mundo inocente da fantasia,

O qual ficou distante de sua infância perdia pelo sofrimento da vida.

Pelo mundo ilusório das drogas.

Usando-as com válvula de escape,

Para fugir da cruel realidade que os espera.

 

Crianças, jovens e adultos carentes e descalças,

Nas calçadas e nas esquinas da vida,

Mendigando as migalhas da fome!

                                                       

Com o corpo contrapondo,

Ao próprio tempo do círculo da vida.

Encurtando-o em prol de um movimento circunstancial,

De puro êxtase no mundo do alucinógeno

                                                         

Caminham pelas vielas entre arranha-céus solidificados pelo concreto,

Num mundo da realidade concreta.

Circunscrito em um determinado espaço,

Socialmente marginalizado.

                                        

Hostilizam os seus corpos com substâncias alucinógenas.

E pelas veias dilatadas e entorpecidas pelo sangue intoxicado.

Chega ao seio das ramificações nervosas corpo o entorpecerem.

E por final,

Adentram na massa cinzenta,

Que é o comandante do corpo.

 E a excitação e o delírio tomam conta do íntimo do seu ser.

E não da margem de percepção da real agressão,

Que esse curto espaço de prazer,

O qual é proporcionado pelas substancias alucinógenas

E causa sequelas deixando os seus corpos debilitados.

Com as visões turvas com um tom acinzentado pelas alucinações

Veem as paisagens e as pessoas distorcidas do mundo real.

E os seres concretos do mundo real,

Tornam no mundo das alucinações,

O que querem que suas imaginações determinem.

                                                   

Quando termina o efeito do alucinógeno,

A alucinação é subtraída pelo despertar,

 Dos indivíduos para vida real.

Aí,

Caiem na angustia, e na depressão.

E o esforço da abstinência não é tolerado.

E o corpo mergulha de novo no mar da alucinação.

O qual priva o sentido do raciocínio e da razão.

Assim, ficam adormecidos pela ânsia do vício,

E pela dor de serem escravos dele.

 

 

 











OS FILHOS DO VENTO E DA PEDRA DE CRACK.

Em certa cidade,

Um carro com um passageiro,

Transitava por debaixo de um viaduto.

 

Quando que de repente o passageiro,

Direcionou o olhar para a calçada do viaduto.

E viu aconchegado ao solo em papelões,

Os filhos do vento,

Onde o próprio pai os envolve com seu vento gelado e desprezo.

 

E as latinhas de cervejas brincavam com suor da embriaguez,

Dos transeuntes que davam para adoção as mães

Para as crianças que tem como teto o viaduto.

 

E pelo vidro da porta do carro,

 O passageiro visualizava no solo,

 No bailar das latinhas de cerveja umas com as outras

 Os sinais das cinzas das mães das crianças,

 

As quais com o toque do respirar ofegante das crianças,

As acalentavam com seu amamentar entorpecido pelo tóxico

Si transformavam em cinza.

De manhã as crianças acordam na esperança

De um novo entardecer,

Na esperança de adotarem uma nova mãe,

Que renasce das cinzas,

 Das pedras usadas na noite anterior

 Transformando em si na fênix

E que as amamentam,

Dando continuidade ao ciclo vicioso,

De sobreviver em êxtase no mundo do alucinógeno

 

 


PAIS SEM RAÇA E ETNIA DEFINIDA!

A miscigenação de branco com negro e índio

Resultou o mestiço e não em denominações de miscigenação

Com Pseudo-etnia,

Resultou o mestiço denominado cafuzo ou mameluco.

A miscigenação do branco com índio,

Resultou o mestiço denominado caboclo

Essa miscigenação,

 Si deu no início da colonização do Brasil,

Há mais de quinhentos anos.

 

Depois vieram japoneses,

Alemães,

Italianos,

E outras etnias europeias e asiáticas,

 As quais,

  Miscigenaram com uma população,

 Já miscigenada do Brasil

 

Assim,

Eu digo.

Não existe no Brasil etnia pura!

São apenas aqueles,

Que vieram para as Américas no início das colonizações!

Portugueses, negros e Índios!

Que tinham a etnia pura!

 

Mas,

Não nos esqueçamos dos holandeses e espanhóis!

Que atracaram no nordeste do Brasil,

Lutando pela conquista da América!

Será que nós também não temos traços de DNA destas etnias?

 

Assim,

São aqueles que viviam as Américas,

No início da colonização da América,

Que tinham as etnias puras.

Após quinhentos anos de colonização,

Não existe uma etnia genuinamente pura.

 

Resultando assim,

Numa etnia definida.