OS ANOS SE
PASSARAM!
´´Quão fecundo pode ser os
esquecimentos
que se escondem no útero do tempo.
Te virei às costas no teu momento mais delicado,
escondendo-me num egoísta entorpecimento.
Me precipitei na covardia e na ilusão
de que você não era o meu coração que batia.
Quando as brumas da cegueira se cansaram
já era tarde demais... As dores me alcançaram
e tive que entregar o meu amor, por mim mutilado,
nas mãos do tempo... Os anos passaram.
Entre névoas caminhei em outros braços,
procurando aquela que eu havia perdido,
me confundindo entre beijos roubados,
roubando beijos sempre partidos
num coração pela metade sempre atado
a um passado esquecido.
Os anos passaram...
Hoje nos encontramos
e você tinha os olhos do perdão.
Conversamos como antes, sem dor e rancor,
só o sorriso daquela antiga canção.
Havia momentos que os anos desmoronavam
e parecia que éramos jovens outra vez.
Quando nossos olhos se amavam
e eu tinha dos teus lábios
a completude que tanto ignorei.
Queria te envolver com o nosso beijo,
te sussurrar as palavras que eu tanto amei
quando te amava mais do que tudo que já sonhei.
Sonho que será sempre, agora, um sonho.
Teu corpo no meu, minha alma na sua.
Os meus deméritos só podem me coroar
com a coroa de espinhos de um sonho?``
que se escondem no útero do tempo.
Te virei às costas no teu momento mais delicado,
escondendo-me num egoísta entorpecimento.
Me precipitei na covardia e na ilusão
de que você não era o meu coração que batia.
Quando as brumas da cegueira se cansaram
já era tarde demais... As dores me alcançaram
e tive que entregar o meu amor, por mim mutilado,
nas mãos do tempo... Os anos passaram.
Entre névoas caminhei em outros braços,
procurando aquela que eu havia perdido,
me confundindo entre beijos roubados,
roubando beijos sempre partidos
num coração pela metade sempre atado
a um passado esquecido.
Os anos passaram...
Hoje nos encontramos
e você tinha os olhos do perdão.
Conversamos como antes, sem dor e rancor,
só o sorriso daquela antiga canção.
Havia momentos que os anos desmoronavam
e parecia que éramos jovens outra vez.
Quando nossos olhos se amavam
e eu tinha dos teus lábios
a completude que tanto ignorei.
Queria te envolver com o nosso beijo,
te sussurrar as palavras que eu tanto amei
quando te amava mais do que tudo que já sonhei.
Sonho que será sempre, agora, um sonho.
Teu corpo no meu, minha alma na sua.
Os meus deméritos só podem me coroar
com a coroa de espinhos de um sonho?``
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