O VERDADEIRO TEMPLO ONDE SE ENCONTRA DEUS.
O templo que devemos orar para DEUS,
Não um edifício grande e luxuoso,
Com pedras de mármores importas
E que em um determinado local,
Há uma matriz,
E espalhado pelo país,
E pelo resto do mundo filiais!
O templo em que DEUS si encontra,
São os nossos corações,
Onde a verdadeira fé reside,
Como o templo da velhinha,
Que deu suas ultimas moedas,
Não como fazem pessoas milionárias,
Com pseudocaridade,
Dando grandes quantias de dinheiro,
Para entidades beneficentes,
E parecendo em programas de telecomunicações,
Fazendo propagandas sensacionalistas.
Estas pessoas estão dando o que é devido,
Aos menos favorecidos,
Pois,
Perante a Deus,
Essa caridade não tem mérito nem um,
Pois,
A riqueza que estas pessoas têm em vida terrana,
Já é seu merecimento,
E perante Deus,
Essas caridades não nem um significado!
A verdadeira caridade,
É aquela que feita apenas por pequenos gestos,
E por pessoas simples e de bom coração,
Doando-se uma parte do seu ser para outrem.
Jesus disse:
Sem a caridade,
Não há a salvação.
E a verdadeira caridade,
E àquela que é feita ocultamente,
Sem aparecer publicamente o benfeitor.
E o benfeitor quando trilhando,
O caminho da caridade,
Deve ter a hombridade e a humildade,
De descer ao nível de simplicidade do beneficiado,
Para que este não se sinta humilhado
E sim, beneficiado pelo benfeitor.
Os infortúnios ocultos.
Nas grandes calamidades,
A caridade se emociona,
E observam-se impulsos generosos,
No sentido de reparar os desastres.
Mas,
A par desses desastres gerais,
Há milhares de desastres particulares,
Que passam despercebidos:
Os dos que jazem sobre um grabato,
Sem se queixarem.
Esses infortúnios discretos e ocultos
São os que verdadeira generosidade sabe descobrir,
Sem esperar que peçam assistência. ``
´´ quem é esta mulher de ar distinto,
De traje tão simples,
Embora bem cuidado,
E que traz sem sua companhia,
Uma mocinha tão modestamente vestida?
Entra numa casa de sórdida aparência,
Onde sem dúvida é conhecida,
Pois que à entrada a saúdam respeitosamente.
Aonde via ela?
Sobe até a mansarda,
Onde jaz uma mãe de família,
Cercada de crianças.
À sua chegada,
Refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos.
É que ela via acalmar ali,
Todas as dores.
Traz o de que necessitam,
Condimentado de meigas,
E consoladoras palavras,
Que fazem que os seus protegidos,
Que não são profissionais da mendicância,
Aceitam o benefício,
Sem corar.
O pai que está no hospital,
E,
Enquanto lá permanece,
A mãe não consegue com seu trabalho,
Prover aas necessidades da família.``
´´Graças à boa senhora,
Aquelas pobres crianças,
Não mais sentirão mais frio,
Nem fome.
Irão à escola agasalhadas,
E,
Para as menorzinhas,
O leite não secará no seio,
Que amamenta.
Se entre elas alguma adoece,
Não lhe repugnarão a ela.
À boa dama,
Os cuidados materiais de que essa necessite.
Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto,
E tranquilizá-lo sobre a sorte da família.``
´´No canto da rua,
Uma carruagem a espera,
Verdadeiro armazém de tudo,
O que destina,
Aos seus protegidos,
Que todos lhe recebem,
Sucessivamente a visita.``
´´Não lhes perguntam,
Qual a crença que professam,
Nem quais sua opiniões,
Pois,
Considera como seus irmãos,
E filhos de Deus todos os homens.``
´´Terminando o seu giro,
Diz de si para consigo:
Comecei bem o meu dia.
Qual seu nome?
Onde mora?
Ninguém o sabe.
Para os infelizes,
É o nome que nada indica;
Mas,
É o anjo de consolação.``
´´À noite,
Um concerto dia de bênção,
Eleva-se em seu favor ao Pai Celestial:
Católicos, judeus, protestantes, etc.
Todos a bem dizem.``
´´Porque tão singelo traje?
Para não insultar a miséria,
Como o seu luxo.
Por que se faz acompanhar da filha?
Para que aprenda,
Como se deve praticar a beneficência.
A mocinha também,
Quer fazer a caridade.``
´´A mãe,
Porém, lhe diz:
Que podes dar,
Minha filha,
Quando nada tens de teu?
Se eu te passar às mãos alguma coisa,
Para que dês a outrem,
Qual será o teu mérito?
Nesse caso,
Em realidade,
Serei eu quem faz a caridade;
Que merecimento tereis nisso?``
´´Não é justo,
Quando visitemos os doentes,
Tu me ajudas a tratá-los.
Ora,
Dispensar cuidados,
É dar alguma coisa.
Não te parece bastante isso?
Nada mais simples.
Aprenda a fazer obras úteis,
E,
Confeccionarás roupas,
Para essas criancinhas.
Desse modo,
Darás alguma coisa que vem de ti.``
´´É assim,
Que aquela mãe,
Verdadeiramente cristã.
Prepara a filha para a pratica das virtudes,
Que o Cristo ensinou.
É,
Espírita ela?
Que importa!``
´´Em casa,
É a mulher do mundo,
Porque a sua posição o exige.
Ignoram,
Porém,
O que faz,
Porque ela não deseja outra aprovação,
Além da de Deus,
E da sua consciência.
Certo dia,
No entanto,
Imprevista circunstância Leva-lhe,
A casa uma de suas protegidas,
Que andava a vender trabalhos,
Executados por suas mãos.
Esta última,
Ao vê-la,
Reconheceu nela a sua benfeitor.``
´´Silêncio!
Ordena-lhe a senhora.
Não o diga a ninguém. ``
FALAVA ASSIM, JESUS:
Como mostra a parábola dita por Jesus:
´´ o reino dos céus é semelhante a um pai de família,
Que saiu de madrugada,
A fim de assalariar trabalhadores para sua vinha.
Tendo convencionado com os trabalhadores,
Que pagaria um denário,
A cada um por dia,
Mandando-os para a vinha.
Saiu de novo à terceira hora do dia,
E,
Vendo outros que se conservam na praça,
Sem fazer coisa alguma.
Disse-lhes:
Ide também vós outros,
Para minha vinha,
E vos pagarei o que for razoável.
Eles foram,
Saiu novamente à hora sexta do dia,
E à hora nona do dia,
E fez o mesmo.
Saiu mais uma vez à hora undécima,
Encontrou ainda outros,
Que estavam desocupados,
Aos quais disse:
Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar?
E
Disseram eles:
Que ninguém no assalariou.
Ele,
Então lhes disse:
Ide vós também para mina vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele,
Àquele que cuidava de seus negócios:
Chama a os trabalhadores e paga-lhes,
Começando pelos últimos,
E indo a até aos primeiros.
Aproximou-se então,
Os que só à undécima hora,
Haviam chegados.
Recebendo um denário cada um,
Vindo a seu turno,
Os que tinham sidos encontrados,
Em primeiro lugar.
Julgaram que iam receber mais,
Porém,
Receberam apenas um denário cada um.
Recebendo-o,
E,
Queiram-se ao pai de família.
Dizendo:
Estes últimos trabalharam apenas uma hora,
E lhes dás tanto quanto a nós
Que suportamos o peso do dia e do calor!
Mas,
Respondendo,
Disse o dono da vinha a um deles:
Meu amigo, não te causo dano algum;
Não convencionaste comigo,
Receber apenas um denário, pelo teu dia?
Toma o que te pertence e vai—te;
Apraz-me a mim,
Dar a este último,
Tanto quanto a ti.
Não me é então lícito,
Fazer o que quero?
Tens maus olhos,
Porque sou bom?
Assim,
Os últimos serão os primeiros,
E os primeiros serão os últimos!
Porque muitos são chamados,
E poucos os escolhidos. ``
(S. MATEUS, cap. XX, vv. 1 aos 16.)
(Ver também : ´´ Parábola do festim das bodas `` , cap. XVIII, nº 1)
Toda esta parábola se resume,
Apenas em uma coisa,
Caridade sincera para com seu próximo!
Os trabalhadores das primeiras horas,
São as pessoas que vivem na ociosidade,
Sem ajudar seu próximo.
São aqueles que dizem que não fazem mal a ninguém,
Mas,
Também não praticam o bem.
São aqueles que não perdem uma partida de futebol,
Nem encontro com os amigos em bares para tomarem,
Uma cerveja gelada.
Mas, não tem tempo!
Para ir visitar um doente no hospital,
Um velhinho no asilo,
De conversar com seu filho,
De ir a escola de seu filho,
De dar um Bom dia aos transeuntes,
Que por ele passam!
De olhar nas calçadas,
E,
Verem pessoas caídas e perguntarem,
Precisam-se de ajuda!
Mas,
Esses cidadãos comuns,
Não enxergam essas pessoas,
Marginalizadas pela sociedade.
Não fazem a caridade
E dizem que são tementes a Deus!
E dizem que não fazem o bem,
Mas,
Não praticam o mau.
Mas,
Na realidade está contribuindo,
Para a propagação do mau!
Dos trabalhadores da última hora,
Estão em todas as religiões,
Com exemplo,
Tenho a honra de citar:
CONFÚCIO, K`UNG-FU-TZU, (CHINA-SÉC. 479 A.C)
BUDA, SIDDHARTHA GAUTAMA (SÉC. V A.C, ÍNDIA FUNADOR DO BUDISMO)
GANDHI, MOHANDAS KARAMCHAND QUE VENCEU A GUERRA CONTRA OS INGLESAS SEM USAR ARMAS
MADRE TEREZA DE CALCUTÁ (ÍNDIA). FALECIDA
IRMÁ DULCE (BAHIA/BRAZIL. FALECIDA
VOSSA MAGNIFICIÊNCIA O PAPA FRANCISO DEVOTO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS/VATICANO/ITALIA.
KARDEC, ALLAN - HIPPOIYTE LÉON DENIZARD RIVAIL ( DIVULGADOR DO ESPIRITISMO - 1804, FRANÇA-1869 )
CHICO XAVIER/UBERABA/MG/BRAZIL. FALECIDO
EDIVALDO FRANCO/SALVADOR/BAHIA/BRAZIL.
PADRE MARCELO ROSSI/SÃO PAULO/BRAZIL.
PADRE ROBSON/REITOR DO SANTUÁRIO DO DIVINO PAI ETERNO/GOIÁS/BRAZIL.
DR. NELSON , CASA DA FRATERNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS/UBERLÂNDIA/MG/BRAZIL
E TODOS DOS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA QUE FAZEM A CARIDADE OCULTA.
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