A MINHA PSIQUE INSANA INSERIDA
NA NORMALIDADE DA HUMANIDADE INSANA.
Em
um dia,
Desejo
a morte,
Ao
ponto de odiar a vida!
No
outro dia,
Sinto
a vida,
Ao
ponto de odiar a morte!
Em
um dia,
Sinto
um vazio,
Ao ponto de não me sentir!
No
outro dia,
Sinto
tão cheio,
Ao
ponto de me explodir!
Em
um dia,
A
dor da alma é tão grande,
Que
penso enlouquecer.
No
outro dia,
Estou
em paz,
Que
penso que a loucura não existe.
Em
um dia,
Penso
que não existe nada mais doído,
Do
que a dor da alma!
O
vazio da negritude da noite,
Invadindo o interior do meu ser!
E,
Esta
escuridão impende,
Que
eu enxergue a luz,
Que
emana do meu exterior!
Sou
um ser eremita,
Na
minha própria caverna interior!
Sem
demostrar os meus medos,
E
transtornos para a humanidade
Escondendo-me
da psico-fobia humana!
Sou
um ser,
Que
rasteja,
A
margem da sociedade,
E,
Um
ser desprezado,
E,
Ignorado
por quem me cerca!
Em
outro dia,
Penso
que a dor da alma é imaginária,
E,
não existe
E,
Que
sou normal,
Com
minha loucura,
Misturada com a minha lucidez.
Fico
dentro da minha caverna exterior,
De
longe,
Observando,
Esta
sociedade medíocre,
Que
corrói,
O
que resta,
De sanidade na humanidade!
Vejo
apenas no mundo,
Um amontoado de pessoas,
Uns pisando sobre os outros,
Visando
apenas bens financeiros!
E,
Pessoas
caídas nas calçadas,
Pedindo
uma moeda,
Para comparem o antídoto da fome.
E,
As pessoas ditas normais,
Num
ato insano,
Nãos
as enxerguem!
Pessoas
cambaleando com muletas,
Para
atravessarem os cruzamentos,
Nas
faixas brancas nas ruas da cidade,
E,
As pessoas,
Num
anto insano,
Não
as enxerguem!
Na verdade!
Não existe o normal,
Sem
estar,
Misturado
com a loucura!
Assim
concluo:
As
pessoas são gananciosas,
E,
Só tem olhos para a riqueza,
Mas,
Esquece-se,
De olharem no espelho,
E
ver,
Que,
As rugas temerosas,
Afloram no rosto.
E,
Quando
for pensar em si,
Já,
Estão velhos e de bengalas,
E,
Quando
partir,
Para
a eternidade,
Seus
herdeiros,
Estarão brigando para dividir,
O seu espólio,
O
qual,
Deixará
de herança,
E
que,
Na
verdade nunca foi seu,
E,
Que
não levará,
Para o após túmulo,
Mas,
Dentro
de si,
Acha
que mesmo velho,
É
dono de seu corpo,
E,
Tem
o poder de permanecer,
Eternamente
vivo e jovem,
Pois,
É
rico,
E,
Dono de muitas riquezas,
E,
Impregnado
está,
No
seu subi cociente,
O
pensamento,
De
que,
Com tais riquezas,
Barganham com a própria morte!
Mas,
Numa
bela noite,
Ao
deitar,
Na
sua cama luxuosa,
Vai
acordar,
Num local,
Extremamente
desconhecido,
Onde,
Sua riqueza,
Não existe
O que vale,
É,
O que,
Cultivou com amor,
Para,
Com seu semelhante!
Assim
como sou insano,
A
humanidade também é insana,
E,
Como a humanidade é insana,
Consequentemente,
Todos
nós também somos insanos!












