MORADOR DE RUA COM TETO.
Morar em um lar!
E ter como companhia a solidão!
Ser apenas uma sombra,
Que caminha entre os outros moradores,
Da mesma moradia!
O dialogar com os outros moradores,
Não é recíprocro!
Resta apenas um monólogo silêncioso,
Apenas com o seu próprio pensamento!
Esse monólogo é arguido no seu eu interior,
Sempre no vale dos ecos do pensamento,
Que ecoa com um som de suicídio,
Para confortar e dormir,
O esquecer da solidão!
A solidão é um sentimento,
Que não é sentido,
Mas, sim doido!
Dói a alma,
Em que vez sentir a alma!
Morador de rua,
Entre quatro paredes,
É prisão com grades,
Grades no falar,
Grades no sorrir,
Grades no amar,
Grades no sentir vivo,
Grades no existir!
É sofrimento,
É sucídio!
Morador de rua,
sem teto,
É prisão sem grades,
Sem grades no falar,
Sem grades no sorrir,
Sem grades no amar,
Sem grades no sentir se vivo,
sem grades no existir!
É liberdade,
É alegria,
É vida!
Morador de rua com teto,
Está preso dentro de se!
Enquanto o morador de rua sem teto,
Está preso às margens da sociedade!
O ÁGUIA



















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