quinta-feira, 8 de setembro de 2022

 


TERMINAL DE TRANSPORTES COLETIVO E RODOVIÁRIO

Cito,

Expurgo,

Ou,

Ponto de intersecção da diferencia social.

De partida e vinda de transeuntes,

 Oriundos,

Ou emergentes,

De diferentes e incertos lugares da vida.

De lugares remotos:

Favelas,

Periferia,

Bairros nobres,

De chácara

Dos presídios,

De faculdades,

De escolas públicas,

De escolas particulares,

Dos trabalhos,

Dos hospitais,

 

Mas,

Numa total indiferença e apatia social,

Nem um transeunte comunica entre si.

É apenas um mutuado de gados,

Dentro de um curral,

A espera de um caminhão,

Para transportá-los até seu destino final.

Vejo,

Alguns gados,

 Catando latinhas de refrigerantes e cervejas vazias nas lixeiras.

Pedindo a outros gados algumas moedas,

Para saciar a fome que os matam,

Para saciar o vício das drogas que os consomem.

Para comprar um remédio para aliviar a dor de uma doença,

 A qual o deixa debilitado.

Vejo,

A incerteza de alguns gados,

A procura de uma fazenda,

 Para usar sua força corporal no trabalho,

Em troca de um pouco de feno para comer.

Enfim um admirado mundo novo,

De gado velho e obsoleto,




Alguns seres,

SE sentem imortais,

Que não admitem,

O chegar da velhice.

Pois,

Acham que são Deuses

E nunca vão envelhecer,

Si tornam um Peter Pan.


Acreditam que são deuses da forma humana.

Forma que são idolatrados.

E venerados por fás de todo o planeta.

E quando essa pseudo realidade,

Ou cortina de fumaça se dissipa,

Entram no mundo dos alucinógenos.

 

E quem,

Os idolatram!

Incorporam os seus personagens fictícios,

 No do seu ser.

Dando margem há uma ilusão.

Transferindo para o seu cotidiano,

Uma pseudo realidade incorporada pelas imagens dos idolatrados,

Dos personagens dos ditos filmes ou pelo desempenho dos artistas dos palcos.

 

Alguns com seu talento,

Vivem nas calças da vida.

Fazendo shows para sobreviverem.

Na realidade são esses os verdadeiros,

Artistas da vida,

E que merecem uma chance

Que são negadas!

E fazem shows para receber migalhas para sobreviverem.







FLOR DE AÇO VERSA O AÇO QUE SERVE DE TRANSFORTE E SI TORNA UMA ARMA.

A lâmina de aço,

 Ao tocar no corpo.

Penetra estraçalhando os músculos.

E o corpo tocado por ela sente o cheiro,

E o perfume do sangue quente a jorrar,

Pelo orifício perfurado pela flor.

 

Na explosão do tocar em um gatilho,

Uma flor em forma de um projétil,

Mais rápida do que um raio,

É lançada ao espaço,

E atinge o seu alvo,

Perfurado um corpo indefeso.

E o ser cujo corpo foi perfurado,

Sentido o cheiro atenuante de pólvora misturada.

Como o sabor adocicado do sangue quente.

 A jorrar pelo orifício perfurado pela flor de aço.

 

É lançada no ar palavras proferida,

De bocas insensatas,

E ao atingir seu alvo,

Penetra o corpo perfurando sem deixar marcas.

E o ser sente o cheiro e o sabor da dor do sentimento profanado.

E esse penetrar sem perfurar,

Deixa o perfurar imaginário sem cicatrizar.

 

 

 



O MEU TRANSTORNO MENTAL INSERIDO NA PSIQUE INSANA DE UMA HUMANIDADE COM O CONSCIENTE SANO.                                                                             

Em um dia,

Desejo a morte,

Ao ponto de odiar a vida!

No outro dia,

Sinto a vida,

Ao ponto de odiar a morte!

Em um dia,

Sinto um vazio,

 Ao ponto de não me sentir!

No outro dia,

Sinto tão cheio,

Ao ponto de me explodir!

Em um dia,

A dor da alma é tão grande,

Que penso enlouquecer.

No outro dia,

Estou em paz,

Que penso que a loucura não existe.

Em um dia,

Penso que não existe nada mais doído,

Do que a dor da alma!

O vazio da negritude da noite,

 Invadindo o interior do meu ser!

E,

Esta escuridão impende,

Que eu enxergue a luz,

Que emana do meu exterior!

Sou um ser eremita,

Na minha própria caverna interior!

Sem demostrar os meus medos,

E transtornos para a humanidade

Escondendo-me da psico - fobia humana!

Sou um ser,

Que rasteja,

A margem da sociedade,

E,

Um ser desprezado,

E,

Ignorado por quem me cerca!

Em outro dia,

Penso que a dor da alma é imaginária,

E,

 Não existe

E,

Que sou normal,

Com minha loucura,

 Misturada com a minha lucidez.

Fico dentro da minha caverna exterior,

De longe,

Observando,

Esta sociedade medíocre,

Que corrói,

O que resta,

 De sanidade na humanidade!

Vejo apenas no mundo,

 Um amontoado de pessoas,

 Uns pisando sobre os outros,

Visando apenas bens financeiros!

E,

Pessoas caídas nas calçadas,

Pedindo uma moeda,

 Para comparem o antídoto da fome.

E,

 As pessoas ditas normais,

Num ato insano,

Nãos as enxerguem!

Pessoas cambaleando com muletas,

Para atravessarem os cruzamentos,

Nas faixas brancas nas ruas da cidade,

E,

 As pessoas,

Num anto insano,

Não as enxerguem!

 Na verdade!

 Não existe o normal,

Sem estar,

Misturado com a loucura!

Assim concluo:

As pessoas são gananciosas,

 E,

 Só tem olhos para a riqueza,

Mas,

Esquece-se,

 De olharem no espelho,

E ver,

 Que,

 As rugas temerosas,

 Afloram no rosto.

E,

Quando for pensar em si,

 Já,

 Estão velhos e de bengalas,

E,

Quando partir,

Para a eternidade,

Seus herdeiros,

 Estarão brigando para dividir,

 O seu espólio,

O qual,

Deixará de herança,

E que,

Na verdade, nunca foi seu,

E,

Que não levará,

 Para o após túmulo,

Mas,

Dentro de si,

Acha que mesmo velho,

É dono de seu corpo,

E,

Tem o poder de permanecer,

Eternamente vivo e jovem,

Pois,

É rico,

E,

 Dono de muitas riquezas,

E,

Impregnado está,

No seu subi cociente,

O pensamento,

De que,

 Com tais riquezas,

 Barganham com a própria morte!

Mas,

Numa bela noite,

Ao deitar,

Na sua cama luxuosa,

Vai acordar,

 Num local,

Extremamente desconhecido,

 Onde,

 Sua riqueza,

 Não existe

 O que vale,

 É,

 O que,

 Cultivou com amor,

 Para,

 Com seu semelhante!

Assim como sou insano,

A humanidade também é insana,

E,

 Como a humanidade é insana,

Consequentemente,

Todos nós também somos insanos!

 

 



O EU DO SER FEMININO REFLETINDO NO ESPELHO

Lá está ela!

Em seu quarto,

Em pé defronte para um espelho.

Contemplando a sua beleza infinita!

 

O reflexo da sua silhueta,

No seu olhar para o espelho,

Resplandece e ilumina,

Todo o ambiente do quarto.

 

E pó uma janela entreaberta,

Penetra no quarto o perfume,

Que emana das flores o jardim,

 

Esse perfume si confunde,

Com o perfume que exala

Do suor corpóreo da bela silhueta.

 

Tornando o ambiente do quarto,

Com um perfume corpóreo,

Uma flagrância amadeirada,

 Pelos tons de cheiro d flores e madeira do jardim

E ao mesmo tempo um tom Suave de cheiro,

 De pele humana e feminina adocicado.

 

E o vento,

Que penetra pela janela entreaberta,

E baila nos seus cabelos.

Como se fosse uma orquestra sinfônica,

Homenageando a Vênus,

A Deusa da beleza.

 





PAREDE DE CONCRETO. 

 

A falta do tudo,

É preenchida pelo vazio do nada.

Dentro deste nada não posso,

Tentar me compreender.

Porque não sinto nada!

Ando pelas ruas escuras e vejo paredes,

De concreto que não podem responder,

Ao meu silêncio.

Mas isso!

É monologo!

Dialogar com seres inanimados!

Ainda em silêncio!

Isto é incompreensível!

Faz com que eu me sinto uma parede,

De concreto!