quarta-feira, 7 de setembro de 2022


SOCIEDADE CONTRAPONDO AO SER QUE QUER SER SOCIAL.

Colocar que é o consciente,

De quem está observando,

Através da visualização imediatista,

Da apreciação do objeto desejado,

O desejo de possuir,

Sem questionar,

A sua situação financeira,

Ou status social.

Mas,

É o subconsciente,

Que o alerta para a realidade,

De sua própria situação,

Dentro do contexto social. 

Baixa renda,

E morador da periferia,

E assalariado.

O delimita a ser,

Um ser social.

 

O meu carro

A minha casa,

A minha fazenda,

É meu luxo,

É meu corpo,

E minha vida,

É,

O meu viver!

 

A minha calçada,

Os meus trapos,

É meu lixo,

É meu corpo,

É,

Minha vida,

É o meu sobreviver!

 

A ilusão de um ser que quer ser social,

Prevalece e ultrapassa a razão.

E dor da fome no estômago não se alivia,

Pois, só a minoria.

Têm o acesso ao seu antídoto,

E é a dor o único liame que alerta,

O transeunte social para realidade.

 

Mas, quando a vontade de viver,

Tenta prevalecer e sobrepor o sobreviver.

Desperta no homem a margem de percepção,

Do anseio a algo que para o ser é impalpável,

E cria em todo o ser um mecanismo de defesa.

 

E as vestes usadas pelos seres humanos,

Que refletem no seu estar social ilusório.

E dá a margem de percepção,

De algo que é possível de ser palpável.

E insere nos seres um mecanismo de defesa.

Que mascara sua verdadeira realidade.

 

O qual os eleva ao patamar do imaginário.

É através dessa válvula de escape.

Que o homem penetra num mundo de ilusão.

 

E pelos corredores dos shoppings da vida!

Multidões de transeuntes se aglomeram,

E fascinados pela falsa emoção,

De ser o que não é.

Pois o não ser socialmente sucedido.

É sobreposto pelo ser sucedido no imaginário.

 

 

E nessa vasta aglomeração de seres,

Juntos, mas ao mesmo tempo isolados.

Dentro de seu próprio casulo imaginário

 

Admiram as vitrines das lojas,

Como se nelas tivessem um objeto,

Que os deixassem em êxtase

As grifes de roupas famosas.

Suas imaginações ficam a bailar,

 

Aí, a margem de percepção de algo que é palpável.

É subtraída e sai da obscuridade.

E esclarece a real situação do seu ser social.

Que está no plano do sobreviver.

Trabalhar para ganhar um salário mínimo.

 

Mas, o liame do plano do sobreviver

Para o plano do viver do ser.

Pode ser ultrapassado pelo esforço do ser.

Através da educação,

E de um ser politizado.

Assim, o ser se torna distinto,

E que faz a diferença na sociedade.















 




O LIAME QUE DELIMITA O ESPAÇO DO HOMEM ENTRE O SOBREVIVER E O VIVER.

O homem se encontra,

 Um patamar de interesse,

No qual,

Ele pode usar uma ponte,

Conforme ele toma consciência,

De estar vivo e inserido na sociedade,

Na qual tem seus direitos de cidadania.

Sua forma de concepção do mundo,

 

Ou seja,

Onde a fome é saciada,

E ele começa a inserir no seu eu psíquico,

O conhecimento intelectual,

Mas estagnado politicamente,

 No seu próprio umbigo!

 

Para atravessar,

 Do sobreviver para o viver

Ou do viver para o sobreviver


Ser um ser politizado,

E ter a consciência de ser um agente transformador

E produzir,

Em prol de um bem maior,

Que envolve toda a sociedade,

Na evolução da raça humana

Mas os assalariados bem financeiramente,

Que se acham ricos,

E na verdade ricos são aqueles,

Que dormem e seu dinheiro,

Rende juros em paraísos fiscais

E todos aqueles que os dias,

Levantam e vão trabalhar,

Vendo-se sua força de trabalho,

Mesmo recebendo autos salários,

Na verdade, são pobres

Mas pensam que são ricos,

Mas com o avanço do neoliberalismo,

Em termos globais,

Provavelmente com emendas nas constitucionais,

Dos países para se adequarem na ordem econômica,

Que favorece uma pequena minoria,

A grande massa da população mundial,

Vai sair da pobreza para a marginalidade

Retorna-se ao liame,

 No qual começou

Apenas não sobrevivendo,

Simplesmente existindo,

A cada dia de sua miserável existência

Para a sua sobrevivência,

Como um ser vivo,

Que vive como animal,

 Apenas para si alimentar

Se faz necessário que não pensemos,

Apenas em nosso umbigo,

E se tornemos agentes politizados,

Pastores transformadores de mentes alienadas,

Em mente que pensam por si próprio,

Que se deixar por falsas verdades veiculadas,

Nos meios de comunicações dominantes!

Só assim retornaremos,

 Ao patamar,

Da produção de conhecimento,

O qual propícia,

A elevação da sociedade,

Nenhum estágio sublime,

Se insere dentro da tecnologia,

Em que a evolução do homem,

Na qual ele si torna um ser mais justo,

Com relação ao seu próximo,

Em que todos tenham uma boa qualidade de vida,

Assim,

No movimento do homem no trabalho,

Ele passa a evoluir,

Para um estágio intelectual,

Onde passa compreender,

Que o mundo,

Não é dividido em partes ou fatias,

Como se fosse um bolo,

Mas sim,

Vivemos em um planeta,

Em que a união de toda humanidade,

Pode contribuir,

Para um desenvolvimento econômico,

Sustentável e manter o eco sistema em equilíbrio

Para que a raça humana não seja extinta!






PROGENITORA

A mãe que amamenta!

A mãe que acalenta!

O que aflora do seu ventre?

É o fruto da vida!

 

A mãe que luta!

Os sofrimentos que sofrem!

Que faz dos filhos o amanhã!

 

A mãe é a essência da flor,

Que emana nos filhos,

O perfume da vida!

 

A mãe é a eterna figura de deus!

Expresso no olhar e no sorriso

De cada criança!

 

Assim, em um determinado dia do ano nos dedicamos,

Uma homenagem à mãe terra que recebe do semeador,

 A semente que dá continuidade à existência,

Da raça humana no planeta terra,








PROGENITOR

Das articulações enferrujadas pelo tempo.

As mãos calejadas na luta,

Pelas vidas de suas proles.

Providenciando o antídoto da fome.

O homem empalidecido pela vontade,

De dar ao ser.

Que é uma extensão de si.

Tudo que outrora era escassez.

Sentindo no peito o limite do esforço.

Mas mesmo, assim, não desiste da luta.

Luta que deixa no rosto do homem.

Marcas expressas pelas rugas temerosas do tempo.

Na criação de seus filhos.

 

Por isso,

O dia do ser que semeia,

E que alimenta a semente,

Que aflora e floresce.

E dá continuidade,

A existência da raça humana,

No planeta terra.

 

O semeador da semente,

Ao fim da sua jornada,

De semear sementes si aposenta,

Dando a sua contribuição,





REVERSO DO AMOR.


Para antes poetizar-se,

O tema a cima,

Vou abaixo,

Introduzir outro poema,

Que si encaixa,

Com introdução,

Do relacionamento,

Entre homem,

E mulher.


O meu eu Adão,

E o meu eu não Adão.


Meu eu Adão,

Desejoso de ser,

O primeiro a possuir,

O corpo da primeira mulher.

Que existiu,

Na face da terra.


Mulher,

Que nunca foi possuída.

Por, nem um,

Outro homem,


Há não ser,

Pôr o meu eu Adão,

Inocente.

Eva mulher,

Sem experiência de possuir,

Um corpo,

Do sexo oposto.


Na arte de fingir,

De sentir prazer,

No ato do amor.

 

O meu eu Adão,

Poderia confiar,

No seu sentimento,

No ato do amor.

E na fidelidade.

Pois, ela,

Só traiu,

O meu eu Adão.

Com o meu eu não Adão!

Não inocente e desejoso,

Para atingir o clima do orgasmo!

E,

Havendo assim,

Uma traição inocente e recíproca,

Dela,

Com meus dois eu:

O eu Adão, inocente.

E,

 O não Adão, não inocente.

E,

De mim,

Com os seus dois eu:

Da Eva, inocente

E,

Da Eva, não inocente.

O eu da Eva inocente,

Que comeu,

A fruta proibida e saborosa,

Que deu prazer a ela,

E,

O não eu da Eva,

Que é a mulher,

Que sente desejo,

De ser possuída,

E,

De sentir prazer.

E,

De possuir meu corpo,

 Do meu eu não Adão,

E,

Sentir o seu cheiro,

E o seu sabor.

Como,

Se seu corpo,

Fosse à fruta,

A qual,

Era proibida,

E,

Que ela a comeu,

 E,

 Sentiu prazer.

O relacionamento,

 Entre os meus eu Adãos

Como os dois  eu da Eva:

O seu eu inocente,

E,

 O seu eu desejoso,

De prazer corporal,

É,

Um relacionamento,

Com fidelidade e infidelidade

Pois,

Só existem os meus dois eu,

E,

Os dois eu da Eva.

Na medida,

Que nos penetramos,

Um dentro do outro.

Na exploração do prazer corporal,

Para que,

Cada um descubra o ponto máximo,

De prazer do outro.

Para atingir o cume do prazer,

Na sua totalidade e plenitude.

Enfim,

Apenas um sonho.

De encontrar uma Eva.

Neste mundo,

Que não é mais a do Éden,

Mas sim,

De um mundo.

Que o fingir se iguala ao sentir prazer,

Para que o parceiro se sinta correspondido.

                

E a seguir,

O poema:


Que define está introdução.

Transfere do mito do Éden,

Da inocência de Eva e do Adão

Para a realidade da Eva mulher,

 E do Adão homem,

Da arte de fingir,

E de sentir prazer no ato do amor,

E nas uniões conjugais,

Por interesses financeiros

Para agradar o parceiro

E fazê-lo sentir feliz.

              

O REVERSO DO AMOR.

Sentir,

E fazer,

O amado sentir.

O toque de mãos.

Do tudo que si pode fazer.

Fingir que o carrinho,

Que se recebe é verdadeiro,

E que ele é recíproco.

Fingir que esse amor comparado.

Preenche o ser emocional.

E que alimenta a ausência de algo,

Que a vida lhes privou de sua existência.

A amada comprada!

Ser amado por um instante

Amor comprado,

É um fingir que está sendo amado.

E que este pseudo-amor preenche ânsia sentimental,

E é o antídoto da falta da ausência de algo,

Que dá vida ao nosso existir.

E este instante ilusório,

O qual prevalece e ultrapassa o crivo da razão.

Mas,

Num piscar de olhos,

O navegador entre o liame da realidade e a ilusão é interrompido.

 Na realidade do dia seguinte,

Onde fica só a saudade,

Que é o alimento,

 Que alimenta o sofrimento da ausência.

De um amor comprado na noite anterior.

 

E essa ausência.

Que permanece inserida no rasto.

Do sentimento,

 Sentido pelo ser na noite de autora.

Sentimentos que são aos poucos,

Preenchidos por outra noite de amor alugado.

Mas,

Um amor comprado!

É melhor do que não se sentir,

O Ser amado!

Assim,

Dando continuidade há um círculo vicioso.

Então,

Vamos fingir que nos amamos,

E vamos conversar sobre nossa fidelidade!

E,

Aí de ti,

 Minha senhora!

Se me deixares!

Não serei mais seu amado!

Aí de ti, meu senhor!

Se me deixares!

Não serei mais sua amada!

Mas se dessa nossa prosa,

Não restar nenhuma dúvida,

Quando a certeza do nosso amor!

Então, nos amemos E nos amassemos,

E fingimos no faz de conta!