quinta-feira, 16 de maio de 2019
Seções
EL PAÍS
As ruas do Brasil voltam a se agitar, agora contra a reforma da Previdência
Paralisações e protestos em várias cidades marcam posição contra projeto de Temer
Lula discursa em São Paulo e, no Rio, ato acaba em repressão da PM e quebra-quebra
OtrosEnviar por correoImprimir
HELOÍSA MENDONÇA
Twitter
MARÍA MARTÍN
Twitter
São Paulo / Rio de Janeiro 16 MAR 2017 - 07:12 BRT
As ruas voltaram a se agitar no Brasil. Os protestos contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo Governo Michel Temer provocaram paralisações nos transportes públicos e em bancos enquanto manifestações e marchas, de variados tamanhos, convocadas por sindicatos e grupos de esquerda, se fizeram ver em duas dezenas de cidades nesta quarta-feira. Em São Paulo, foi uma jornada complicada com interrupções parciais de ônibus e metrô, que ajudaram a amplificar a repercussão midiática da pauta anti-Temer, encerrada com um duro discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na av. Paulista. No Rio, o ato terminou com um grupo pequeno de manifestantes e a Guarda Municipal trocando rojões e bombas de gás. A repressão dos agentes, já nas mãos da PM, atingiu até clientes de um bar na região da Cinelândia.
A mobilização contra os planos do Planalto, em especial contra o aumento das exigências para se obter uma aposentadoria no sistema público do país, foi o primeiro grande protesto nacional do ano. A jornada alimenta de combustível uma crise política que, nove meses após o impeachment e em meio ao escândalo da Operação Lava Jato, já se tornou crônica.
MAIS INFORMAÇÕES
Greve geral, o maior teste para a mobilização contra a reforma da Previdência
Assim te contamos a jornada de protestos no Brasil nesta quarta
A paralisação parcial de metrô e ônibus em São Paulo, aliado à suspensão do rodízio de veículos particulares, imprimiu em algumas zonas da cidade um clima de feriado caótico, contribuindo para a percepção na maior cidade do país de que o chamado à "greve geral" havia pegado. Na Paulista, sindicalistas, movimentos sociais, servidores, estudantes e um grande número de professores tomaram a avenida no fim da tarde para protestar contra a reforma da Previdência. A maioria também pedia a saída de Temer do poder. "Esta reforma da Previdência é completamente equivocada. Temer está tirando um direito de aposentadoria especial que temos, porque ele não sabe o que é a vida de um professor nem de uma sala de aula", reclamava Silvana Caseiro, professora da rede pública de Guarulhos. Pelas regras propostas, será aumentado o tempo de contribuição previdenciária, por exemplo.
Sob gritos de "olê, olê, olá, olá, Lula, Lula", o ex-presidente petista chegou ao local por volta das 19h para discursar contra o atual Governo. Disposto a fazer oposição ao Planalto ao passo que se movimenta em direção a uma nova candidatura presidencial em 2018, Lula ligou a saída de Dilma Rousseff, que ele classifica de "golpe", ao esforço de Temer de aprovar as reformas da Previdência. “O golpe foi dado para colocar (no poder) um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas sociais do povo. E uma força política no Congresso para enfiar goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões”, disse. "Quem pensa que o povo está contente está errado. Esse povo só vai parar quando eles elegerem um presidente democraticamente", afirmou.
No Rio, bombas e tensão no centro
Lula em discurso na Paulista.
Lula em discurso na Paulista. FERNANDO BIZERRA JR. EFE
Enquanto isso, no Rio, o protesto adquiria grandes dimensões. O ato na região central da cidade reuniu servidores públicos, já habituais nas manifestações contra o ajuste fiscal estadual, famílias, estudantes e sindicatos. A marcha tomou praticamente toda a avenida Presidente Vargas, artéria central da cidade com quatro pistas e 3,5 km, e correu com tranquilidade até o final do ato. "O que me traz aqui é a angústia de ver a população sendo jogada na miséria. Estou aqui pela empregada doméstica, pelo trabalhador do campo e pelo faxineiro. Eles não vão aguentar 49 anos trabalhando", explicava o professor Fabiano Lins, 53, acompanhado dos seus filhos.
Foi no final do protesto, na Central do Brasil, coração do transporte da cidade, que um grupo reduzido de manifestantes e a Guarda Municipal começaram a trocar rojões e bombas de gás. Agentes da guarda acabaram disparando contra a multidão, que pedia calma, e a reportagem conferiu, pelo menos, três feridos, entre eles um pescador que ficou desacordado em meio à nuvem de gás. O Choque, grupo especial da Polícia Militar, entrou em ação e continuava patrulhando as ruas até o envio desta reportagem. Até o Exército, que tem sede na região, ficou de prontidão para proteger a área sob seu controle.
O que restou, uma vez dispersada a massa de pessoas atemorizada pelas bombas, foi um rastro de destruição nas duas principais avenidas do centro da cidade. Praticamente todos os bancos da Presidente Vargas e a Avenida Rio Branco tiveram suas vidraças quebradas, assim como os pontos de ônibus. Sinalizações foram arrancadas e lixeiras foram convertidas em barricadas, enquanto transeuntes curiosos gravavam vídeos ou pulavam as colunas de fogo com um skate.
Jovem no skate em meio às chamas após a repressão policial a protesto no Rio.
Jovem no skate em meio às chamas após a repressão policial a protesto no Rio. ANTONIO LACERDA EFE
A confusão já era prevista. Como virou costume nos protestos de servidores públicos no Rio, há grupos responsáveis por "enfrentar a polícia em caso de abuso" e costumam ser o termômetro do grau de violência da manifestação. São eles, mascarados, os que às vezes provocam a confusão. Hoje, uma dessas pessoas alertou à reportagem que haveria violência no final do ato e que o grupo "estava preparado para reagir à polícia".
Em São Paulo, a manifestação transcorreu sem registros de violência. Após o ato, no entanto, um grupo de mascarados atiraram pedras e rojões contra policiais militares no Túnel 9 de Julho, segundo a corporação. Foram distúrbios menores em uma cidade polarizada politicamente como o resto do Brasil, acostumada a se dividir claramente desde 2015 em grupos pró-Dilma ou pró-Temer. Numa prova da impopularidade da reforma, houve quem, mesmo não indo ao protesto, se declarasse simpatizante da causa.
O Planalto confia no investimento em propaganda para esclarecer a reforma como a única maneira de salvar o país "do colapso", como discursou Michel Temer nesta quarta. É com essa arma que Temer pretende angariar mais apoiadores como o empresário Antônio Américo, que mora na região da av. Paulista e tentava desviar do ato para chegar em casa. "A reforma da Previdência é fundamental para o Brasil. Acredito que essas pessoas estão aqui por falta de informação mesmo. A aposentadoria da forma que está é insustentável para as contas públicas", defendeu. O empresário, frequentador dos atos na avenida a favor do impeachment no ano passado, se quiser poderá voltar ao local no dia 26 de março. O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Para Rua, os dois principais grupos que organizaram as manifestações que pediam a saída de Dilma Rousseff, voltarão às ruas em defesa da Operação Lava Jato. Na pauta do MBL também está a defesa de uma reforma na Previdência. O barulho nas ruas está de volta e não só por esta quarta
Paulo Celso Costa Gonçalves
14 de maio às 08:20
A intolerância continua. O grafite homenagem à Marielle Franco é vandalizado mais uma vez. É o segundo ataque em menos de um mês. É sintomático que a ação ocorra de modo a ser vista no dia em que estão marcadas grandes manifestações em todo o país. Lembrando, o grafite, que está num dos muros do campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia, já havia sido atacado no dia 29 de abril último.
Metade dos vereadores de Dallas rejeita visita de Bolsonaro
Eventos com presidente brasileiro, que vai receber na cidade americana nesta quinta prêmio que desistiu de buscar em Nova York, agitam a política local
Henrique Gomes Batista, enviado especial
14/05/2019 - 20:29 / Atualizado em 15/05/2019 - 08:22
Cartaz com protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em preparação por grupos que criticam suas políticas e presença em Dallas
Foto: Henrique Gomes Batista
Cartaz com protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em preparação por grupos que criticam suas políticas e presença em Dallas Foto: Henrique Gomes Batista
Bem vindo ao Player Audima. Clique TAB para navegar entre os botões, ou aperte CONTROL PONTO para dar PLAY. CONTROL PONTO E VÍRGULA ou BARRA para avançar. CONTROL VÍRGULA para retroceder. ALT PONTO E VÍRGULA ou BARRA para acelerar a velocidade de leitura. ALT VÍRGULA para desacelerar a velocidade de leitura.Play! Ouça este conteúdo 0:00
07:38AudimaAbrir menu de opções do player Audima.
PUBLICIDADE
DALLAS - Metade dos 14
QUE FATA DE CARÁTER DESSE PSEUDOPRESIDENTE.
USAR UMA FAKE PARA SE PROMOVER E VENCER A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE EM OUTUBRO DE 2018 PARA A GESTÃO 2019 À 2022
Fotógrafo afirma que cicatriz exibida por Bolsonaro não é da facada, mas de cirurgia
O fotógrafo Lula Marques mostrou imagens e disse ainda que a cicatriz “da facada, que foi embaixo da costela, não existe”. Veja aqui
O fotógrafo Lula Marques postou, em sua conta do Twitter, neste sábado (4), uma sequência de imagens onde mostra que a cicatriz exibida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em programa de TV não corresponde à facada que teria tomado em Juiz de Fora durante a campanha.
A cicatriz, segundo o fotógrafo, seria de uma cirurgia de diverticulite, que “não é causada por facada, mas sim pela idade, predisposição e alimentação gordurosa com falta de fibras”.
Lula Marques diz ainda que a cicatriz “da facada, que foi embaixo da costela, não existe”, ressalta.
Ver imagem no TwitterVer imagem no TwitterVer imagem no Twitter
Lula Marques
@LulaMarques
Mostrei fotos durante a campanha mostrando que a facada foi mentira. Agora está provado. Bolsonaro mostrou a cicatriz da cirurgia do câncer. A da facada que foi embaixo da costela não existe. @jairbolsonaro
12,2 mil
11:00 - 4 de mai de 2019
8.214 pessoas estão falando sobre isso
Informações e privacidade no Twitter Ads
“Mostrei fotos durante a campanha mostrando que a facada foi mentira. Agora está provado. Bolsonaro mostrou a cicatriz da cirurgia do câncer. A da facada que foi embaixo da costela não existe.”
Veja também: Auditoria aponta que mais de 60% dos seguidores de Bolsonaro no Twitter são fake
Cicatriz
Jair Bolsonaro deu seu “show” particular em entrevista ao SBT Brasil, nesta quinta-feira (2). O presidente levantou a camisa para exibir a cicatriz da cirurgia, consequência da facada que levou em evento de campanha em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018. “Alguns falam que foi fake”, disse.
Bolsonaro esteve no SBT para gravar uma participação no Programa Silvio Santos. O objetivo é tentar convencer a população dos “benefícios” da sua reforma da Previdência.
Fórum em Brasília, apoie a Sucursal
Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação

Desemprego atinge 27% da população entre 18 e 24 anos no país
Entre os jovens, a taxa de desempregados é maior do que o dobro da registrada na população geral. O grupo se enquadra na Lei da Aprendizagem, que está prestes a completar 20 anos.
POR CHICO PRADO (chico.prado@cbn.com.br)
No Brasil, 27% por cento dos jovens de 18 a 24 anos estão desempregados, mais que o dobro da taxa da população em geral. Esses jovens se enquadram na Lei da Aprendizagem, que está prestes a completar 20 anos. A legislação obriga empresas de médio e grande porte a reservar entre 5% e 15% das vagas a menores aprendizes, mas a ferramenta ainda é vista como uma cota a ser cumprida, não como um investimento na formação profissional.
'Já tive outros empregos antes, só que eram informais. Eu estava procurando algum que tivesse uma carteira assinada', conta Bruni Ravani, de 18 anos. 'Eu já queria entrar nesse meio, no mundo do trabalho. Muito importante pra mim ter essa independência.'
O rapaz saiu de uma fila de meio milhão de pessoas que esperam por uma vaga de jovem aprendiz. Fila que custa a diminuir, reflexo da resistência de muitas empresas brasileiras.
Com salário de R$ 1.200, Bruno já consegue se virar bem melhor do que há alguns meses. Paga o curso de inglês, a conta do celular, transporte e uma parte da mensalidade da faculdade de psicologia, custo que ainda divide com os pais.Ele trabalha no RH de uma construtora de São Paulo, área em que pretende se especializar.
'Uma empresa legal, com um porte grande, que já tem um nome no mercado, né? Posso estar dentro dela, trabalhando lá no meio', descreve. 'Eu sou aprendiz dos recursos humanos, e aí, por conta de estar estudando psicologia, tenho vontade de aprender sobre esse mundo de recrutamento e seleção, sabe? Os métodos da psicologia organizacional, desse meio corporativo. E agora eu estou tendo a oportunidade de conhecer.'
Cerca de 40% das empresas cumprem a Lei da Aprendizagem. Há quem defenda alguma flexibilização da legislação como estratégia para a criação de novas vagas. Hoje, o aprendiz contratado passa parte do tempo no trabalho. Um período menor, na sala de aula, onde aprende regras básicas de convivência, ética e até como poupar e investir o próprio dinheiro.
Humberto Casagrande, superintendente do CIEE, Centro de Integração Empresa-Escola, acha que é possível regulamentar melhor a divisão desse tempo.
'Para que aumentasse o percentual de cumprimento da lei, nós precisaríamos de uma fiscalização maior e também tornar a lei mais interessante para as empresas', argumenta. 'Hoje, 30% do tempo dos aprendizes tem que ser dentro da sala de aula, na capacitação. No passado, isso já foi 20. Se fosse 20, seria mais interessante para as empresas.'
Ainda assim, uma recente pesquisa do Datafolha mostrou que a Lei da Aprendizagem, aprovada há 19 anos, rema a favor da carreira de quem está só começando. Três em cada quatro jovens que saíram do programa atingiram o objetivo principal e estudam ou trabalham.
Do Ceará, sai uma das histórias de gente que pode ajudar a melhorar esses números:
Em Fortaleza, Romário Freitas, de 20 anos, tem uma rotina puxada. Pula da cama às 4h30 e leva uma hora e meia até a transportadora onde trabalha. Romário nem sabia bem o que fazer quando recebeu o primeiro salário. Em casa, ouviu o melhor conselho.
'No começo, no primeiro salário que eu recebi, eu não sabia no que gastar, era muito dinheiro pra mim. Eu fiquei pensando e minha mãe falou: Romário, faz uma conta num banco, uma conta-poupança, guarda dinheiro pra poder pagar uma faculdade lá na frente. Porque é um contrato de um ano e quatro meses. Quando você sair, se não renovarem seu contrato, você vai ter um dinheirinho guardado pra pagar a faculdade enquanto procura outro emprego', lembra. 'Acabou ajudando bastante dentro de casa. Hoje em dia, eu faço a minha faculdade, sou eu que pago.'
Entre os aprendizes, 81% ajudaram financeiramente a família enquanto participaram do programa; 23% moram em comunidades carentes. Um quarto dessa força jovem de trabalho continuou firme e forte na empresa onde começou. Com a lição de casa feita, e não mais como aprendiz.
EUA alertam aA chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini
Mais
Os Estados Unidos enviaram uma séria advertência à União Europeia (UE) sobre seus planos para impulsionar a cooperação europeia em termos de defesa, o que, segundo Washington, poderá acabar com décadas de ajuda transatlântica e prejudicar a Otan.
Uma carta de dois altos funcionários da Defesa do governo de Donald Trump, datada de 1º de maio e consultada pela AFP, é o mais recente sinal das profundas dúvidas de Washington sobre os planos europeus de racionalizar os gastos militares.
A carta dirigida à chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, adverte que "pílulas envenenadas", incluindo propostas de regras para países que não fazem parte da UE e que participam de projetos europeus, afetarão décadas de laços estreitos.
A mensagem, que transparece uma ameaça de sanções, é precedida por palavras do embaixador dos Estados Unidos em Bruxelas, Gordon Sondland, que cobram da chanceler europeia respostas a suas preocupações antes de 10 de junho.
Mogherini explicou em uma entrevista coletiva nesta terça-feira que a UE está preparando uma "resposta clara e completa" às preocupações dos Estados Unidos, mas insistiu que o bloco continua aberto aos fabricantes de defesa americanos.
"Na verdade, a UE está, neste momento, muito mais aberta do que o mercado contratante dos Estados Unidos para empresas e equipamentos da UE", disse Mogherini após uma reunião dos ministros a Defesa e das Relações Exteriores.
A preocupação dos Estados Unidos está voltada para o Fundo Europeu de Defesa (FED), dotado de 13 bilhões de euros para investir no desenvolvimento de tecnologia e equipamentos militares para o período 2021-2027, e no pacto acordo de cooperação em defesa do UE.
"O projeto de regulamento do FED e as condições gerais do CEP representam uma reversão dramática das últimas três décadas de maior integração do setor de defesa transatlântico", diz a carta.
As regras propostas "não apenas prejudicarão as relações construtivas OTAN-UE que construímos juntas nos últimos anos, mas também podem nos fazer recuar para os debates às vezes divisores que dominaram nossas discussões 15 anos atrás", acrescenta.
Os países da UE lançaram a Cooperação Estrutural Permanente (CEP), também conhecida como PESCO por sua sigla em inglês, no final de 2017 para tentar harmonizar a abordagem altamente fragmentada na Europa em relação aos gastos militares.
No âmbito deste acordo, os países europeus cooperam em projetos para desenvolver novos equipamentos militares, como aviões de combate ou drones, e em sistemas de apoio, como hospitais militares e centros de treinamento.
A carta dos Estados Unidos destaca as divisões dentro da UE sobre quais regras estabelecer para aliados fora do bloco, como Estados Unidos, Noruega e até mesmo o Reino Unido, uma vez que o Brexit esteja consumado, e que queiram contribuir para os projetos.
UE sobre perigo representado por seus planos de defesa
UE sobre perigo representado por seus planos de defesa
Em 12 anos, patrimônio de Flávio Bolsonaro aumentou 397,1%
NO BRASIL LADRÃReeleito pela primeira vez em 2006, quando tinha R$ 385 mil em bens, o parlamentar é hoje dono de um patrimônio de R$ 1,74 milhão. (Foto: Reprodução/Facebook)
Mais
O patrimônio do filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, atual senador pelo PSL do Rio de Janeiro, cresceu 397,1% em 12 anos. De 2006 a 2018, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral passou de R$ 385 mil para de R$ 1,74 milhão em bens.
As informações são da Revista Época.
Nesse período, Flávio exerceu três de seus quatro mandatos como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
O parlamentar justifica que o aumento deve-se a compra de imóveis na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio, pela substituição do carro particular dele por modelos mais novos e modernos, além de investimentos em empreendimentos próprios, como uma loja de uma franquia de chocolates que ele administra na Barra da Tijuca.
Quando entrou na vida política em 2002, Flávio Bolsonaro declarou ser dono de apenas um automóvel do modelo Gol 1.0, no valor de R$ 25.500. Já em 2006, ele declarou que era dono de um Peugeot 2003, no valor de R$ 35 mil, e um imóvel na Urca, Zona Sul do Rio, declarado no valor de R$ 350 mil. Ao todo, o patrimônio de Flávio era de R$ 385 mil.
A ascensão dos bens acumulados acompanha a sequência de mandatos como deputado e na primeira eleição ao Senado. No ano passado, Flávio declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão, que inclui: salas comerciais na Barra da Tijuca no valor de R$ 150 mil, apartamento também na Barra da Tijuca no valor de R$ 917 mil, e aplicações e os investimentos de R$ 558.200. O carro agora é um Volvo XC 2014, no valor de R$ 66.500.
QUEBRA DO SIGILO
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, no fim de abril, a quebra do sigilo bancário e fiscal de Flávio e Fabrício Queiroz, que foi seu assessor e motorista enquanto deputado estadual. A ordem judicial também atinge 88 ex-assessores do parlamentar na Alerj, a mulher e a empresa do senador, pessoas e firmas que fizeram transições imobiliárias com ele.
A quebra de sigilo bancário e fiscal é o primeiro passo judicial da investigação sobre Queiroz após quase 500 dias do relatório do Coaf apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-assessor de Flávio.
Segundo o jornal, o período da quebra é de 2007 a 2018, período em que Queiroz esteve vinculado ao gabinete.
Leia mais
MEC solicita apoio da Força Nacional para greve de estudantes
Bolsonaro sanciona projeto que altera Lei Maria da Penha
Fazem parte do rol dos investigados as filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn Queiroz, ambas ex-assessor de Flávio. Também tiveram quebrados os sigilos Raimunda Veras Magalhães e Danielle Nóbrega, mãe e mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, foragido acusado de comandar uma milícia no Rio de Janeiro.
Queiroz se tornou alvo de investigação em janeiro de 2019 após o Coaf apontar uma movimentação na sua conta. Além do volume, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.
As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos.
Em fevereiro, Queiroz admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.
O VIROU SÍMBOLO DE HONESTIIDADE E É RESPEITADO PELA JUSTIÇA
NO BRASIL LADRÃReeleito pela primeira vez em 2006, quando tinha R$ 385 mil em bens, o parlamentar é hoje dono de um patrimônio de R$ 1,74 milhão. (Foto: Reprodução/Facebook)
Mais
O patrimônio do filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, atual senador pelo PSL do Rio de Janeiro, cresceu 397,1% em 12 anos. De 2006 a 2018, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral passou de R$ 385 mil para de R$ 1,74 milhão em bens.
As informações são da Revista Época.
Nesse período, Flávio exerceu três de seus quatro mandatos como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
O parlamentar justifica que o aumento deve-se a compra de imóveis na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio, pela substituição do carro particular dele por modelos mais novos e modernos, além de investimentos em empreendimentos próprios, como uma loja de uma franquia de chocolates que ele administra na Barra da Tijuca.
Quando entrou na vida política em 2002, Flávio Bolsonaro declarou ser dono de apenas um automóvel do modelo Gol 1.0, no valor de R$ 25.500. Já em 2006, ele declarou que era dono de um Peugeot 2003, no valor de R$ 35 mil, e um imóvel na Urca, Zona Sul do Rio, declarado no valor de R$ 350 mil. Ao todo, o patrimônio de Flávio era de R$ 385 mil.
A ascensão dos bens acumulados acompanha a sequência de mandatos como deputado e na primeira eleição ao Senado. No ano passado, Flávio declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão, que inclui: salas comerciais na Barra da Tijuca no valor de R$ 150 mil, apartamento também na Barra da Tijuca no valor de R$ 917 mil, e aplicações e os investimentos de R$ 558.200. O carro agora é um Volvo XC 2014, no valor de R$ 66.500.
QUEBRA DO SIGILO
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, no fim de abril, a quebra do sigilo bancário e fiscal de Flávio e Fabrício Queiroz, que foi seu assessor e motorista enquanto deputado estadual. A ordem judicial também atinge 88 ex-assessores do parlamentar na Alerj, a mulher e a empresa do senador, pessoas e firmas que fizeram transições imobiliárias com ele.
A quebra de sigilo bancário e fiscal é o primeiro passo judicial da investigação sobre Queiroz após quase 500 dias do relatório do Coaf apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-assessor de Flávio.
Segundo o jornal, o período da quebra é de 2007 a 2018, período em que Queiroz esteve vinculado ao gabinete.
Leia mais
MEC solicita apoio da Força Nacional para greve de estudantes
Bolsonaro sanciona projeto que altera Lei Maria da Penha
Fazem parte do rol dos investigados as filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn Queiroz, ambas ex-assessor de Flávio. Também tiveram quebrados os sigilos Raimunda Veras Magalhães e Danielle Nóbrega, mãe e mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, foragido acusado de comandar uma milícia no Rio de Janeiro.
Queiroz se tornou alvo de investigação em janeiro de 2019 após o Coaf apontar uma movimentação na sua conta. Além do volume, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.
As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos.
Em fevereiro, Queiroz admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.
O VIROU SÍMBOLO DE HONESTIIDADE E É RESPEITADO PELA JUSTIÇA
Assinar:
Postagens (Atom)